A configuração mais usada pela operação comercial vivia num sistema que o usuário nem operava. Redesenhei onde e como essa informação deveria existir.
A Tabela de Vendas — preços, planos de pagamento, condições comerciais de cada empreendimento — vivia dentro do CRM (o sistema onde a empresa gerencia clientes e leads), num submenu de Produto que, na prática, funcionava mais como tela de visualização do que de edição: chegar até a configuração exigia muitos cliques. Quem usava essa informação no dia a dia, porém, operava no módulo de Vendas.
O modelo carregava um problema mais profundo do que a localização: tinha sido construído só para existir dentro do sistema, sem levantamento prévio das necessidades de quem configura, edita e aprova uma tabela no dia a dia. A Setin pediu o projeto justamente para sair desse modelo — pensado internamente, sem pesquisa — e aproximar a Tabela de Vendas de como o mercado imobiliário realmente opera.
A mudança de local, a nova estrutura em abas e o modelo mais intuitivo foram recomendações minhas como UX, a partir do que a pesquisa revelou sobre a rotina de quem usa a tabela.
Toque em cada método para ver o detalhe.
A partir do pedido de customização — sem uma solução pré-definida pelo cliente — propus uma reestruturação completa da experiência de configuração:
Toque em qualquer imagem para ampliar. A tela "antes" seguia bem mais abaixo do que o recorte mostra.
O protótipo navegável foi apresentado à Setin pelo PO, que retornou aprovando a proposta integralmente para seguir ao desenvolvimento — validando que a nova estrutura resolvia a dor original relatada pelo cliente.
Os testes ficaram restritos a stakeholders e time interno por conta do volume de demandas simultâneas. Hoje eu buscaria incluir o usuário final da Setin em pelo menos uma rodada, antes da entrega — quem opera o dia a dia revela ajustes que stakeholders não enxergam.